“Brightburn – O Filho do Mal” – Crítica

“Brightburn – O Filho do Mal” – Crítica

26 Maio, 2019 0 Por maisterror

Crítica de Marcos Martins

Sendo eu um filho dos anos 80, cresci nesta altura junto ao meu género favorito, numa das épocas mais queridas entre a nossa família do terror, por ser basicamente simples, divertida e cheia de violência.

Sendo assim, será que este filme de 2019 poderia seguir esta tendência? “Brightburn” chega como um dos mais esperados filme de terror de 2019. Lançada a notícia na segunda metade de 2018 apresentou-se com uma sinopse muito básica e que realmente percorre todo o filme: “E se o superman fosse mau?”. Para ser sincero foi basicamente isto, e ainda bem.

Penso que um dos fortes do filme é a sua simplicidade no argumento, visto que não muda de assunto, aliás, quase que entra no mesmo de forma directa, sem ter que desenvolver aspectos desnecessários.

Um casal com dificuldades para ter filhos encontra uma nave que caiu do céu com um bebé, ponto, aqui não há mais como nem porquês, e isto funcionou muito bem como virtude do filme. Filme este que tem um ritmo muito curioso, praticamente ao longo do mesmo, que é curto (1 hora e meia), não há zonas mortas, e leva-nos sempre a bom porto em termos de desenvolvimento, o que achei extraordinário, pois não é daqueles filmes que haja acção demasiada nem monotonia em excesso, quase sempre há um ritmo certo no momento certo.

Quanto às performances, em geral acima da média, mesmo a do nosso protagonista, que pode parecer “esquisita” a sua performance mas totalmente aceitável, pois no fim do dia ele é um alien, logo, alguns dos comportamentos não são “humanos”. Gostei da performance do pai, onde transmite muito bem aquele sentimento de pai jovem caído do nada que por vezes não sabe o que fazer. Talvez o único pormenor que posso anotar é o facto do filme ter percorrido alguns anos desde do início do mesmo, e os actores em termos de caracterização (pai e mãe) não terem envelhecido, especialmente a mãe, dando ainda um ar de “jovem” mesmo após todos estes anos… Mas isto sou eu a chatear (risos).

Todo o elenco secundário foi constante e ajudou subtilmente para o crescimento do filme, algo que não se vê muito constantemente. A acção em si foi muito boa, ao estilo, como referi, dos anos 80, ou seja, como um amigo meu disse após o filme “matar por matar sem porquês” e era basicamente isto. Por muito que o rapaz tivesse a sua razão, as mortes em si eram básicas sem ter que meter flores em cima. Tenho este poder, não gosto da pessoa, vou matar, ponto! Falando das mesmas, essas foram visualmente brutais! Como se o realizador tivesse um fetiche por sangue e caras!

Saliento particularmente a morte do carro, onde envolve um maxilar e está de um impacto visual muito forte, recomendo! Fora um ou outro pormenor insignificante, o filme apresenta-se muito forte, um filme simples, directo, que no inicio ainda nos trouxe negativamente 3 jump scares (mas com atmosfera) mas que rapidamente redimiu-se com um ritmo forte e mortes excelentes e criativas para se tornar num dos filmes de terror mais criativos nos últimos tempos, lembrando um bocado os filmes dos anos 80, onde eram para divertir, onde desligávamos a mente por umas horas e entravamos na viajem, saindo de lá satisfeitos com o que vimos e a querer um Brightburn 2…